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Direção:
Catherine Hardwicke
Roteiro: Melissa Rosenberg
Elenco:
Kristen Stewart, Robert
Pattinson, Billy Burke, Nikki Reed, Ashley Greene, Jackson Rathsbone,
Kellan Lutz, Peter Facinelli, Cam Gigandet, Elizabeth Reaser.
Crítico: Sheila
Comar
A
saga Crepúsculo causou estardalhaço, foi sucesso de bilheteria na
sua estréia e também nas semanas seguintes, todo mundo viu e quem
não viu queria ver, era o assunto do momento. Quando se lê um livro
e o filme do mesmo é produzido se espera ver a personificação da
sua imaginação na tela do cinema. Crepúsculo falhou um pouco
nisso. Algumas cenas foram artificiais, momentos nem tão cruciais
foram destaque e outros de suma importância foram apagados ou mesmo
esquecidos.
O
filme foi bem trabalhado na questão de Edward Cullen (Robert
Pattinson), o ator se enquadrou bem na descrição e se
dedicou
bastante ao papel, pareceu convincente, porém nossa mocinha deixou a
desejar, Kristen Stewart
não tinha exatamente o perfil da Bella, o
que fez que sua maquiagem ficasse muito semelhante as dos vampiros
(várias vezes é mencionada a cor de Bella que ela é muito clara,
quase albina, a ênfase no quase ela tinha bochechas rosadas,
diferente dos vampiros que não tem, porém de olhos castanhos).
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Sabemos
que um livro as vezes é muito detalhado e pode não caber somente em
um filme, então enxuga-se a história, só que nesse caso levaram a
sério deixando somente o que interessa. Nosso casal teve vários
conflitos, não foi somente depois do atrito “vamos ficar
juntos
e vamos aos amaços!”, Edward não podia tocar Bella, demorou
muito para poder abraçá-la e depois para beijá-la o qual ele não
conseguia fazer intensamente, já no filme foram diretos.
Algumas
pessoas esperavam um filme de vampiro com movimentos e cenas
incríveis, quando o ápice do filme (que era um romance) foi um jogo
de baseball, onde a seqüência é a cena na qual aparecem os
“inimigos” que também causaram boa impressão. Essa seqüência
fez com que os garotos não odiassem as suas namoradas por ter-lhes
forçado a ver este filme, que não tem nada a ver com eles, porem
todos eles esperavam por uma boa luta no final e acabaram se
decepcionando nesse quesito. Os movimentos não eram como o
esperado, eram artificiais (vide a cena que Edward pega Bella no colo
e sobe a colina para lhe mostrar como vampiros ficam a luz do sol).
Era esperada uma luta forte, onde o mais habilidoso venceria assim
como Edward mesmo comenta no livro “ele
é forte mas eu sou o mais
ágil de todos nós”. E a luta final foi tão rápida, não
teve
suspense nem a esperada luta de um ser que deveria ter face humana,
mas extinto animal. Algumas explicações foram deixadas de lado.
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Quanto
ao elenco os demais intépretes da família Cullen pareciam um pouco
velhos demais para o colégio, em especial Rosalie (que por sinal não
combinou nada com o aplique loiro), o disfarce deveria funcionar bem,
porem nas condições mostradas não funcionaria. O cenário é bem
singular, sempre num tom cinza, pálido, realmente passa a impressão
de um ar úmido, chuvoso, frio. Porém com uma bela fotografia com
paisagens verdes, montanhosas, praias geladas e ambientes naturais.

A
maquiagem do elenco vampírico foi muito bem feita, discreta porém
dentro do esperado, salvo nosso mocinho que tinha lábios muito
vermelhos, sobrancelhas muito grossas e a maquiagem dos olhos os
destacavam em demasiado que lhe dava uma impressão doentia, um tanto
psicótica, sem mencionar sua forma de andar vide a cena que ele
deixa Bella no corredor após a aula de biologia. Creio que essa
maquiagem pesada deve-se a alguns comentários de Bella no livro
sobre os seus olhos, porem foram mal interpretados.
É
um filme que diverte bom para uma diversão descompromissada, não há
o que pensar nem interpretar, é só assistir o que está na tela.
Bom para uma tarde chuvosa. Nota: 7/10
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