| Harry
Potter e a Ordem da Fênix |
Direção:
David Yates
Elenco:
Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert
Grint,
Michael Gambon, Gary Oldman
Crítico:
Thiago Melo
A
adaptação cinematográfica do maior
livro da série Harry Potter chega aos cinemas curiosamente
como o longa mais curtos dos 5 lançados anteriormente. E
isso não chega a ser um problema. Com 186 minutos, Harry
Potter e a Ordem da Fênix corta
inúmeras
"lingüiças" e histórias paralelas do
livro e
prende o espectador até o fim.
No
quinto ano, Harry Potter passa de herói a chacota. Ao
afirmar que o Lorde das Trevas teria voltado, Harry aparece no
Profeta Diário como
um mentiroso. Além de tudo, ainda tem que Dolores Umbridge
que assume o cargo de diretora de Hogwarts após Dumbledore
ter sido afastado pelo Ministério, e ameaças cada
vez mais constantes do bruxo das trevas e seus comensais.
Visualmente,
a "Ordem da Fênix" é o filme mais trabalhado, o
que já era qualidade desde "A Perdra Filosofal".
Porém, com a presença de inúmeros
novos cenários, tanto no mundo bruxo como no mundo dos
trouxas, o filme ganha uma certa dinamização nas
sequências, sem que cada cena tenha que ser explicada por
cada personagem. A Hogwarts cada vez mais obscura, te prepara para o
rumo do filme.
De
início, percebe-se logo uma evolução
em relação aos
filmes anteriores. A câmera de David
Yates dá o tom
necessário a cada cena. Por exemplo, logo no
início ela percorre o personagem-título em seu
sofrimento interno, dando uma idéia de video caseiro.
Já em algumas cenas seguintes, quando Harry voa com a Ordem
por Londres, ela mostra o necessário: o encanto pelo mundo
mágico. Aliás, algo que sempre caiu bem pra
série foi a constante troca de diretores. Cada diretor tenta
deixar sua marca nos filmes que interesse aos fãs e aos
não-fãs.
Michael
Goldenberg, novo roteirista da
série mescla o drama vivivo por Harry com pitadas
de humor, mas sem relaciona-las diretamente com o protagonista. Esse
papel fica com a novata Luna Lovegood uma graciosa bruxa
excêntrica e meio "aluada" que vê o mundo de uma
forma diferente do que se é acostumado a ver, e com os
irmãos Weasley que literalmente roubam a cena na espetacular
fuga de Hoqwarts da irritante Dolores Umbrigde interpretada
magnificamente por Imelda
Stauton que arraca bufadas de ódio
de quem a vê comandando Hogwarts como uma ditadora.
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Por focar mais no trio e em
Dolores, Harry Potter e a Ordem da Fênix deixar de aproveitar
de talentos britânicos essenciais: Helena
Bonham Carter (Bellatrix), David
Thewlis (Lupin), Julie
Walters (Sra. Weasley) Maggie Smith (McGonagall) e Emma Thompson
(Prof. Sibila) mal abrem a boca, Snape
(Alan Rickman) apesar de dar aulas
particulares à Harry para controlar o poder mental,
aparece pouco no longa, o suficiente pra mostrar o que já
foi mostrado
em longas anteriores: sua ambiguidade bem X mal.
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Cheio de novidades, com trilha
renovada, jogo de câmera dinâmico e mais uma morte
(?), Harry Potter e a Ordem da Fênix traz de volta o
encatamento ao mundo mágico e garante divertimento
à quem assiste, apesar de o climax ser justamente no final e
ficarmos com um gostinho de quero mais.
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