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Procurado (Wanted) - 2008 |
A
adaptação de grafic
novels
para o cinema já virou uma constante. Já
tivemos o ótimo "V de Vingança" pelas mãos dos Watchovski, o mediano
"Sin City" e mais recentemente o polêmico e não muito bem recebido
"Watchmen". No meio disso tudo, uma adaptação de "O Procurado" poderia
passar despercebida no meio de tanto blockbuster, não fosse pelo elenco
e pelas cenas de ações, o roteiro não ajuda muito.
A
trama é um pouco absurda demais, mas tolerável justamente por não haver
uma profundidade máxima ideológica. O filme funciona por não se levar
tão a sério. Caso fosse, soaria trash
demais. Afinal uma sociedade secreta de assassinos com habilidades
especiais que matam pessoas escolhidas pelo destino
não é
algo muito razoável, principalmente quando se descobre que o destino
aqui, é representado por uma máquina de tear. (Oi?!). Mas como disse, o
roteiro não é o dos mais inspirados, mas as sequências de ação garatem
a diversão durante todo o longa.
No filme, Wesley Gibson é um loser
esteriotipado: odeia seu trabalho, sua namorada o trai com seu melhor
amigo e, frustrado, não consegue impor suas opiniões e
desejos sobre ninguém. Um dia, um belo dia, Wesley é abordado
pela bela Fox (Jolie), que lhe revela fatos sobre o pai dele, recém
assassinado. Wealey se descobre herdeiro das habilidades do pai,
leia-se fazer com que balas façam curvas, e sua missão passa a ser a
vingança pelo pai que nunca conheceu.
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O
longa tem inicio com um primeiro ato fraquíssimo, cenas manjadas que
sequer servem pra definir o personagem principal. Percebam por exemplo
a velocidade da mudança do personagem principal após sua "tomada de
coragem": humilha chefes, bate no melhor amigo traidor, somente porque ele é o cara. Algo
muito inapropiado para acontecer horas depois de você descobrir toda a
verdade por conta de sua existência. A partir do segundo ato o filme
cresce surpreendetemente, não que ele começe a fazer lógica, mas é que
o verdadeiro sentido de sua existência aparece mais: as sequências de
ação. Assim, vemos carros voando pra cima e pra baixo, corrida em cima
de trens, e sim, balas que fazem curvas para atingirem seus alvos.
A
direção de Timur Bekmambetov tem seus momentos durante o filme. Na
verdade não há
uma unidade, Bekmambetov
opta
com certos movimentos durante todo o filme,
algumas são acertadas, outras nem tanto, nada que comprometa o
andamente do longa porque onde realmente precisa, o diretor russo
acerta em cheio. As escolhas acertadas ficam por conta dos dois últimos
atos, principalmente nas cenas em que Gibson tem que matar alguém,
aliás, estas cenas deveria ser mais constantes, já que o treinamento do
protagonista passa tão rápido que quando você pisca ele já tá
fazendo
curvas em balas com olhos vendados!
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Quanto
à dupla principal, McAvoy consegue segurar o papel, se mostrando como
uma ótima escolha já que antes os produtores estavam a procura de um
líder com cara de herói, tipo Tom Cruise. McAvoy consegue fazer a
transição de seu personagem sem soar o tipo geek
esteriotipado. Angelina Jolie, a parceira de Gibson, passa o filme
inteiro sem realmente atuar, e esse nem é o sua função no filme, fosse
qualquer outra atriz poderia perder o ritmo. Jolie já está acostumada
com esse tipo de filme e sua beleza perpassa o filme como uma bela
distração (principalmente na cena em que aparece nua).

De tudo o
que foi falado o saldo de "O Procurado" é positivo. Algumas escolhas,
como a narração em off no início e no fim do filme, mostraram-se
desnecessárias. Porém o longa atinge seu principal objetivo: entreter.
Mesmo que esse entretetenimento venha acompanhado de algumas
mentirinhas e de algumas explicações bobas à essas mentiras. O que lhe
falta em profundidade, lhe sobra em divertimento, fugindo a clichês
cinematográficos que optam pelo final feliz a qualquer custo. Se você
estiver disposto, é uma ótima pedida despretensiosa.
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