| Quebrando
a Banca (21) - 2008 |
Direção: Robert
Luketic
Elenco: Jim Sturgess, Kevin Spacey, Kate Bosworth, Aaron Yoo, Liza Lapira, Jacob Pitts e Laurence Fishburne
Crítico: Thiago Melo

Hollywood
aderiu à uma moda da qual dificilmente
sairá: a de adaptar livros para a grande tela. Sejam eles de
grande conhecimento do público mundial, como a
série "Harry Potter", "grandes pequenos sucessos" que surgem
todos os anos. "Quebrando
a Banca", inspirado no livro Bringing
Down the House, de Ben Mezrich, que contas fatos baseados em
uma história real cumpre a
simples tarefa de entreter, e nem se prepocupa em passar disso.
Com roteiro de Peter
Steinfeld e Allan Loeb, o filme conta a história de Ben
Campbell (Jim Sturgees) um jovem nerd estudante do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT) que
sonha em fazer Medicina em Havard. Ele tem quase tudo que é
necessário, boas notas, boas referências, mas lhe
falta um diferencial, que pode comprometer sua bolsa de estudos. Na
busca da quantia
necessária para bancar o curso, ele integra a um grupo de
alunos que, todo fim de semana, parte para Las Vegas com identidades
falsas e o objetivo de ganhar muito dinheiro. O grupo é
liderado por
Micky Rosa (Kevin Spacey), um professor de matemática e
gênio em
estatística, com quem consegue faturar contando
cartas e usando um complexo sistema de sinais.
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A
idéia, se bem apresentada fosse, poderia nos trazer momentos
mais brilhantes na sala de cinema, mas o diretor Robert
Luketic de "Legalmente Loira"
acaba com essa possibilidade, ou pelo menos não aproveita o
que tem nas
mãos e opta por enquadramentos superficiais e manjados e por
cenas com
diversos clichês, como quedas de escadas e pequenas
confusões que
garantem um certo sorriso constrangedor e que nada acrescentam
à trama. Além do que, em favor do personagem Ben,
outros tantos ficam em segundo plano.
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Falando
em Kate Bosworth, ela é simplesmente uma boa surpresa em
meio às atuações, sua personagem,
apesar de servir apenas como um interesse romântico de
personagem principal, nos diverte em cada cena que aparece, seja usando
uma peruca, ou usando todo o seu charme (e que charme!) para convencer
Ben a entrar à equipe. Personagens mal utilizados ainda
incluem o papel de Kevin Spacey, que aparece qui e acolá,
como um coringa
num baralho que é usado nos momentos desejáveis
para substituir demoradas explicações com
conceitos.
"Quebrando a Banca" acerta ao criar o clima divertido de Las Vegas; assim
como no popular jogo de cartas, é preciso prestar muita
atenção nas cenas que passam
rápidamente criando um
ritmo dinâmico, com uma fotografia competente integrada
à uma produção cabível ao
filme e uma trilha moderna para conquistar os mais jovens,
já que grande parte do elenco é composto por
eles, Kate Bosworth e Jim
Sturgees não desapontam como protagonistas da trama, e sabem
carregar bem o ritmo, Sturgges vai de carismático e
coitado nerd a carismático e desejado ricaço sem
deixar o filme caricato.
Surgindo como um filme
descontraído para divertir e matar o tempo,
“Quebrando a Banca” tem seus momentos de
descontração e outros nem tanto, mas mesmo assim
não chega a passar despercebido. Pena que tentaram criar algo mais do
que o filme poderia ser: uma simples diversão.
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