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O Rei Leão
Por:Thiago Melo (thiagomrc@hotmail.com)    

Não é de hoje que a Disney produz animações com personagens-animais, antes mesmo dos recentes “Chicken Little” e “Irmão Urso” ela já produziu diversos sucessos como “Bambi”, “Dumbo” e nosso especial da vez “O Rei Leão”.

Com inspirações em Kimba, o Leão Branco, e na peça Hamlet, “O Rei Leão” aposta numa fórmula que dá certo: atende tanto às crianças quanto aos adultos. Com persongens que cativam, misturam cenas cômicas com cenas que abordam morte e inveja.

O filme conta a história de Simba, um pequeno leão,filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. Ao crescer, Simba é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono. Quando Simba se vê injustamente acusado pela morte de seu pai, sua única chance de salvar sua vida é se exilar das Terras do Reino. Lá  ele encontra dois amigos, Pumba e Timão, que lhe ensinam a filosofia do "Hakuna Matata". Anos depois, ao ser descoberto por Nala, sua amiga de infância, Simba tem que decidir se deve assumir suas responsabilidades como rei ou seguir com seu estilo de vida despreocupado.

O que impressiona ao ver o longa é que o roteiro, por trabalhar bem cada personagem, permite que você se identifique com cada um. Quem não sentiu vontade de sair cantando “Hakuna Matata” pelo menos uma vez na vida? Outro fator que impressiona é a qualidade da imagem, com cores forte, a animação se destaca dando tom de sombrio nas áreas mais afastadas do Reino. O desenho dos personagem também merece créditos, destaque para o típico debochado Scar e suas hienas que traçam feições do tipo riso maquiavélico.

Com o passar dos anos, Simba é descoberto por Nala, sua amiga de infância, e tem que decidir se deve assumir suas responsabilidades como rei ou seguir com seu estilo de vida despreocupado. Um dilema que desafia o herói, pra quê voltar ao local onde foi acusado de assassino do próprio pai, e que por muitos anos o fez acreditar ter sido mesmo o assassino? Por ter abordagens como essa que o “Rei Leão” é considerado um filme para adultos e crianças, por permitir a discussão entre pais e filhos sobre tema como esse, tudo de uma forma muito sutil.

Falar das animações da Disney e não comentar sobre a trilha sonora, é como não falar da Disney. As canções dessa animação em especial são tão boas que Elton John concorreu com ele mesmo no Oscar, com as belíssimas “Can You Feel The Love Tonight” e “Circle Of Life” (faturando a estatueta de canção por essa primeira música), e ainda com mais uma canção do filme, “Hakuna Matata”, além de levar também mais uma estatueta, a de trilha sonora. Fora isso, levou  3 Globos de Ouro, nas categorias Melhor Filme (Comédia/Musical), Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original (“Can You Feel The Love Tonight”). E se você acha que foi pouco, o CD da trilha sonora vendeu mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo.

Com tudo isso é possível entender perfeitamente porque O Rei Leão é considerado o melhor filme da Disney, personagens carismáticos, cores forte, roteiro bem tratado e uma trilha sonora inesquecível. Inesquecível também são cenas que ficam com agente pelo resto da vida, quando vimos o recém-nascido recebendo a bênção do sábio babuíno Rafiki e mostrando mais do que nunca o sentimento de êxtase em todos que assiste.

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